Ao final de sete dias de provas, o Brasil terminou em quarto lugar no quadro de medalhas, empatados em número de ouros com os Estados Unidos. A Rússia ficou em primeiro, com 52 medalhas (34 ouros, 12 pratas e seis bronzes), seguida por Austrália, com 55 (23 ouros, 18 pratas e 14 bronzes), Estados Unidos, com 51 (20 ouros, 20 pratas e 11 bronzes) e Brasil, com 44 (20 ouros, 10 pratas e 14 bronzes). No último Mundial de piscina de 50 metros, em 2005, o Brasil ficara na quinta colocação.
Daniel Dias cumpriu exatamente o que prometeu: venceu e bateu recordes mundiais em todas as provas que disputou, sendo responsável por 8 medalhas de ouro. Neste sábado, quem vibrou primeiro foi Daniel, vencendo os 200m livre, com o tempo de 2m29s85, na segunda prova do programa. “O campeonato foi fantástico em todos os aspectos, e o Brasil muito bem. Terminei esta prova muito cansado, mas depois de sete dias de competição, nadando todo dia, não tinha outra forma. Mesmo assim estou muito feliz com o tempo e com o recorde nesta prova”, disse Daniel, que entre todas vitórias elegeu a dos 100m peito como a mais gratificante. “Teve um gosto especial por ter me dado a oportunidade de vencer o espanhol que me derrotara em Pequim. Foi uma prova especial."
Murilo Barreto, treinador da seleção brasileira, também comemorou o resultado: “Foi muito além do imaginávamos. Creio que por ser no Brasil, com apoio da família e da torcida, os atletas se superaram. É importante destacar a preparação que foi feita durante todo o ano, essencial para termos os resultados que vimos aqui."
Para Marcos Malafaia, presidente do Instituto Superar e do Comitê Organizador, o Mundial foi um divisor de águas no esporte paraolímpico brasileiro: “O Mundial foi uma realização histórica para o esporte paraolímpico brasileiro e alcançou todos os nossos objetivos. A partir de hoje existe um novo parâmetro para eventos paraolímpicos no Brasil. Alcançamos nossos objetivos de qualidade tanto na parte técnica, para atletas e participantes, quanto para público e convidados. Queremos que outras competições aconteçam na cidade.”
Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro e membro do Comitê Executivo do Comitê Paraolímpico Internacional, acredita que o Mundial é uma boa sinalização para os Jogos Paraolímpicos de 2016. “É uma grande satisfação, poucas semanas depois de o Rio ganhar a disputa pela sede dos Jogos de 2016, ter a certeza de que podemos entregar um evento de altíssimo nível. Foi um excelente primeiro passo rumo a 2016”.
Das 21 finais disputadas no último dia do Mundial Paraolímpico de Natação apenas em uma prova, o 200 metros medley feminino classe SM13, não houve quebra de recorde mundial. Os nadadores que mais contribuíram para este feito foram os australianos. O país, que disputava a terceira posição no quadro de medalhas com o Brasil, faturou seis medalhas de ouro - com cinco recordes mundiais: no revezamento 4x100m Medley - Masculino 34 pontos; nos 100 metros peito masculino, classe SB7; nos 100 metros livre masculino, classe S9; nos 50 metros borboleta masculino, classe S7 e nos 200 metros medley masculino, classe SM8; além de três pratas e um bronze. Com esse desempenho, a Austrália assegurou a segunda colocação no quadro de medalhas com 23 ouros, 18 pratas e 14 bronzes. Outros países que se destacaram neste sábado foram a Grã-Bretanha com quatro ouros, duas pratas e três bronzes e a Rússia com quatro ouros, cinco pratas e dois bronzes.
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